Helena. 12 anos. Rio de Janeiro. Killjoy potteriana. Assassina de playboys e patricinhas. Ela andava pelo caminho sem motivo, mantia seu olhar fixo no caminho, quem a via jogava pedras, lágrimas se espalhavam pelo caminho. Os cortes ardiam cada vez mais, a fome se apertava, mas a menina se mantia andando. Por seus ouvidos passavam xingamentos e ofensas. Ela tentava continuar andando, mas a cada passo ficava mais fraca. Seu corpo aguentava andar muito mais pelo caminho, mas ela não. Ela não chorava, mas as lágrimas saiam mesmo assim, era incontrolável. Ela havia perdido o brilho de seus olhos. Havia perdido o sorriso. Havia perdido a alegria. Tentava convencer a sí mesma que não foi vencida ainda, mas cada vez ficava mais difícil. Mas ela continua andando. Continua andando pelo caminho.
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